Mais fiscalização na praxe coimbrã

Terça, 05 de Março de 2013

por Acabra .Net

A prática de mobilizar caloiros na UC está mais vigiada. Com novas alterações, o CV clarifica as proibições e tenta evitar atropelos à integridade dos praxados. Por Liliana Cunha

Img_1963
A última revisão ao Código da Praxe deu-se em 2008 Foto por Rafaela Carvalho

As proibições estão agora regulamentadas. O código de praxe da Universidade de Coimbra (UC) prevê para este segundo semestre alterações tais como a proibição da praxe em situações que perturbem o “natural funcionamento das atividades da UC” e também a mobilização dos caloiros e novatos dentro do horário letivo. Tal deve-se, segundo o Dux Veteranorum, João Luís Jesus, à “falta de bom senso em algumas situações da aplicação da praxe desde há alguns anos para cá”. A última revisão ao código fez-se em 2008. Na deste ano, tentam-se combater algumas das mais graves violações à integridade física e psicológica do caloiro. Relembre-se a exemplo a suspensão da praxe desencadeada pela agressão a duas caloiras no ano letivo passado.

“Fez-se dois em um: corrigir e regulamentar praxes que, apesar do espírito já estar presente no código, não estavam explícitas”, explica o Dux Veteranorum do Conselho de Veteranos (CV). A fiscalização certificar-se-á com a delegação de cônsules que estarão pelos vários polos e departamentos a verificar se os preceitos académicos são devidamente cumpridos: “o sistema de funcionamento do Senadus Praxis foi alterado e é competência dessas pessoas eleitas em CV estarem atentas e tomarem as ações necessárias para as impedir”, sustenta João Luís Jesus.

Do outro lado da questão está o chefe da maior tertúlia e comissão de praxe da Escola Superior de Comunicação Social (ESEC), Amílcar Neves. O também denominado Mocho Real acrescenta que se tratam de “medidas tardias e insuficientes”. Na ESEC, as presentes alterações – proibição de pinturas, de mobilizar no horário letivo e evitar que o caloiro seja ofendido -, já estão em prática há alguns anos, segundo Amílcar Neves. Quanto a incidentes, estes já estão protegidos pelo diálogo esporádico com as pessoas – “sabem que andamos a averiguar se cumprem ou não o código da praxe”, atesta Amílcar Neves.

João Luís Jesus garante que a praxe da UC deve, a par das normas, estar principalmente protegida pela não perturbação das atividades. Resta saber se desta forma não se voltam a repetir os incidentes do ano passado.